Monday, February 2, 2009

Mais uma constatação.

É estranho constatar que consigo trazer alegria à vida das pessoas que me rodeiam e que, não raras vezes, me esqueço de a trazer a mim mesma.

Posted by Joaninha in 19:13:37 | Permalink | Comments (2)

Thursday, January 22, 2009

Constatação.

Há momentos em que, se a minha vida fosse um Love Actually, eu seria sem sombra de dúvida a personagem da Laura Linney. Tentem adivinhar porquê.

Posted by Joaninha in 18:45:08 | Permalink | Comments (3)

Thursday, January 15, 2009

Então e se…?

Passou um ano. Um ano desde que deixei de ver aquela pessoa todos os dias, em que procurei interpretar esse desaparecimento da vista como uma oportunidade de a afastar de algo mais profundo, mais vindo de um recanto do coração que ainda vive de constantes perguntas e de alguma incompreensão. Muita incompreensão, por vezes. Para uma cabeça por vezes demasido racional (como a minha) torna-se demasiado fácil rejeitar sentimentos do tipo “à primeira vista” e acreditar que eles podem fazer parte de mim.

E eis que essa pessoa volta. Aparece do nada, quando tudo fazia crer que nada mais a faria aparecer. E eu fico assim… sem saber o que dizer, pensar ou fazer… Há coisa de um ano, procurei entrar em contacto com ela da forma mais despersonalizada possível - sim, não foi a forma perfeita – através de uma famosa rede de contactos. Verdade seja dita que nunca recebi nenhuma resposta. Propositadamente ou não, essa ausência foi a justificação para apostar no esquecimento. E aparentemente resultou. Aparentemente.

Não sei se alguma vez isto se passou convosco, nem se entendem as minhas palavras ou a eventual imaturidade de alguns actos da minha parte. Mas isto não me deixa nada indiferente. Aliás, é precisamente a inexistência de qualquer indiferença face a esta pessoa que me faz sentir assim, questionar muita coisa e até de uma forma mais que infantil querer voltar a vê-la sabendo, à partida, que nada resultará daí. Então, porquê os olhares, porquê os sinais, porquê tudo o que se passa sempre que o vejo?

Cheguei a um ponto em que, de forma quase infantil (ou mais que infantil, dirão alguns), me apetece forçar uma resposta. Um “sim” ou um “não”. Porque já estou farta de meios termos, dos tais “what if” que me tendem a prender a algo sem justificação clara para isso. Pelo menos, sem saber se valerá a pena. 

 

Posted by Joaninha in 18:03:35 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, January 13, 2009

Um vírus para mim, outro vírus para ti…

Por mais que tenha tentado evitar multidões, me tenha afastado dos idosos que, involuntariamente, tendem a espirrar e a tossir para cima de mim e tenha procurado tomar todas as precauções mínimas, não escapei e a gripe anda em luta com as minhas defesas. Parece-me que a decisão do combate fica para amanhã de manhã ao acordar. Por agora, diria que o vírus leva alguma vantagem, mas quero acreditar que até ao k.O. ainda faltam umas horas de sono. Reforços como botija de água quente, pijama de flanela e lenços mentolados já estão a postos para necessidade de intervenção. (sim, eu sei que isto é uma imagem altamente sexy da minha pessoa…) Agora é com os meus glóbulos. Espero que eles consigam provar que são melhores que uma data de mini-virus gordos e sujos (?) dispostos a arruinar-me a semana de trabalho intenso em que ando mergulhada. Vai uma onda de apoio aos meus glóbulos??

(para quem de facto a possa ter feito aí nos locais de trabalho ou nos lares com elementos da família a observar e a questionar a vossa sanidade mental, os meus mais sinceros agradecimentos ;)

Posted by Joaninha in 21:58:32 | Permalink | Comments (1) »

Friday, January 9, 2009

Depois de 26 anos sem esperança…

EU HOJE VI NEVAR NO PORTO!
NEVAR!
NO PORTO!!

LINDO, LINDO, LINDO! =)

Pronto. Era isto.
Bom fim de semana (branquinho e frio) a todos!

Posted by Joaninha in 16:36:50 | Permalink | Comments (1) »

Sunday, January 4, 2009

Constatação.

Não gosto de domingos à tarde.
Principalmente deste domingo à tarde.

Posted by Joaninha in 16:32:57 | Permalink | Comments (1) »

Monday, December 29, 2008

Síndrome adolescente pós-natalício

Se por acaso alguem vir por aí o rapaz moreno, sorridente e cuja cara não me é de todo desconhecida que hoje estava na fila da Woman’s Secret do Shopping Cidade do Porto por volta das 19h é favor deixar registo aqui no estaminé, por favor. É que nem o delete automático da memória cansada ao fim do dia me apaga a imagem da cabeça -  nem que seja apenas para descobrir DE ONDE RAIO conheço tal ser.

Agradecida.

Posted by Joaninha in 22:54:17 | Permalink | Comments (3)

Thursday, December 25, 2008

A todos!

A todos os que continuam a visitar-me pacientemente, apesar da minha ausência…

A todos os que, não me visitando, se lembram de mim…

A todos os que, não comentando, se mostram presentes…

A todos os que fazem deste cantinho uma passagem no seu dia-a-dia…

A todos os que iniciam os seus dias de trabalho à espera de novos voos…

A todos os que compreendem as minhas luas, os meus momentos mais e menos bons, as minhas ausências mais ou menos prolongadas…

A todos os que não se importam de voar comigo…

E a todos que por tudo isto e muito mais me fazem sorrir…

OBRIGADA!
Que o Vosso Natal esteja (e continue) a ser quentinho e cheio de muitos sorrisos!

(Continuamos a voar juntos?) 

Posted by Joaninha in 17:07:09 | Permalink | Comments (2)

Friday, October 24, 2008

Finalmente…

… o chamado alívio.

Venha de lá esse maravilhoso fim de semana a compensar!

Posted by Joaninha in 10:24:36 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, October 21, 2008

Das diferenças.

Não resisto a falar disto, simplesmente porque há coisas que não me saem da cabeça com facilidade. E uma delas é a apatia. Percebo que nem todas as pessoas sejam iguais, que o meu entusiasmo natural pelas coisas boas, pelas novidades e pela felicidade dos outros que fizeram ou fazem parte da minha vida não sejam característica de todos. Mas do entusiástico ao apático vai um longo caminho e nessa escala os extremos parecem-me pouco razoáveis. Posso, por isso, dizer que fiquei chocada quando ontem, passados longos meses desde a última vez que estive com uma colega chegada, esbarrei com a sua apatia crassa em relação aos grandes passos que a sua vida deu nestes últimos meses e à forma perfeita como tudo lhe parece correr. Acho mesmo que apatia é uma palavra demasiado fraca para o descrever. Imaginem qualquer coisa entre isso e o desprezo total, ali a rondar a insensibilidade, a falta de emoção e afins. É por aí que a coisa está. Do lado dela, claro. Uma vez que do meu é o oposto. O que até acaba por ter o seu quê de piada, porque comparando as duas formas de ver a vida, eu pareço a pessoa mais falsa quando a ouço falar e reajo espontaneamente e sem conseguir parar de sorrir, de elogiar o caminho que percorreu e de a parabenizar por tudo o que conseguiu conquistar e que – teoricamente – a faz feliz. À sua maneira, mas feliz mesmo assim.

Não conhecesse eu relativamente bem a pessoa em causa, apostaria quase num negativismo por parte dela face à vida e às novidades que lhe dão cor. A verdade é que no espaço de um ano conseguiu atingir três objectivos: casou com a pessoa da sua vida (que sempre fez parte dela), abriu o seu negócio e engravidou. Claro que a cada uma destas boas novas, reagi, no devido tempo, da mesma forma: entusiasta e espontaneamente. Como eu sempre fui e serei. Pois, mas as pessoas não são iguais e essas conquistas parecem não ser suficientes para a deixar feliz. Não. E não bastasse, todo esse caminho tem sido cheio de sucesso, daquele tipo de coisinha que raramente se vê, em que tudo parece bater certo. Mas nem assim nasce algum entusiasmo mais que tal, é tudo “normal”. Aliás, esta deve ser a palavra que melhor define a sua visão da vida: “normal”. O casamento foi normal, o negócio normal foi e a gravidez… pois, normal. Se a reacção em relação aos dois primeiros me deixou assim um pouco incomodada, em relação à gravidez chocou-me. Chocou-me mesmo. E mais me impressionou perceber que a apatia ou lá o que é faz parte dos dois pais.

- “E então? Ficaste feliz com a novidade?”

- “Uh…mais ou menos. Vai ter piada é quando ele estiver cá fora…” – diz ele.

- “Caraças, é essa a tua reacção?!! Não festejaram? Não ficaram felizes?”

- “Normal. Planeamos e veio, pronto.”

Pronto. Planearam e veio.

Não cansada, ainda tentei sondar a mãe, a minha colega:

- “Grávida! Nem posso acreditar! Que espectáculo! Estás feliz?”

- “Sim… (impossível reproduzir a entoação, mas acho que conseguem imaginar…), passei foi mal por causa dos vómitos, ****-se, três meses sempre a vomitar e ando sempre cheia de sono e com fome.”

- “Sim, mas tudo vale a pena! Deve ser uma sensação excelente, sobretudo se é desejado! Tu… mãe! Que espectáculo!”

- “Sim.”

Claro que apesar de toda a apatia – que, quero acreditar fazem parte do período de gravidez – não parei de lhe fazer perguntas e de os felicitar pelo bebé. Independentemente de tudo o resto, eu estava mesmo feliz. Aparentemente, a criança será em toda a sua personalidade papel químico dos pais, e isso é algo estranho. Do tipo de me deixar mesmo incomodada e sem saber muito bem que pensar…

Mal fechei a porta de minha casa, sentei-me no chão e fiquei em silêncio uns minutos. A digerir tudo, a tentar compreender algo que me parece pouco razoável de ser entendido. E depois abri os olhos. Percebi em poucos instantes que não queria aqueles pensamentos, aquelas lembranças junto de mim. Voltei para junto das pessoas que apreciam o meu entusiasmo e são, por tudo o que as define, a origem dessa minha visão da vida. E que, de certeza, saberão sempre sorrir e receber todas as minhas vitórias como parte das suas – e isso é tudo.

Posted by Joaninha in 10:22:21 | Permalink | Comments (3)