Falando de desilusões...
Juro que não compreendo os homens! Raio de seres indecifráveis!
Desculpem-me homens que visitam este blog, mas hoje a raiva tomou conta de mim. Nada de cromossomas X e Y à minha frente, por favor.
Juro que não compreendo os homens! Raio de seres indecifráveis!
Desculpem-me homens que visitam este blog, mas hoje a raiva tomou conta de mim. Nada de cromossomas X e Y à minha frente, por favor.
Não sei o que se passa na minha vida. Nem que fase é esta. Isto só pode ser resultado de uma súbita alteração da órbita de Júpiter ou Mercúrio, ou de uma birra do meu signo ascendente, ou de um erro do Oráculo do Miguel de Sousa ou mesmo das cartas da Maya que se enganaram nas suas premissas... ou então é mesmo necessidade de férias...
O cerne da questão é que NADA anda a bater certo!
Vejamos: Há mais de um mês que não consigo passar um fim de semana fora; há mais de três semanas que insistentemente tenho vindo a manifestar cerca de 3473 sintomas diferentes num universo de 6345 doenças ou mini-doenças possíveis; tenho trabalhado muito e sempre adoentada; tive a pior recaída de gripe que me lembro; uma pessoa importante na minha vida recebeu uma notícia assustadoramente real (e FELIZMENTE ganhou a batalha); o meu trabalho transformou-se numa luta calada; estou sem computador e sem ligação à Internet nos três sítios onde trabalho há mais de três dias (obrigada C. por hoje); não estou a conseguir respeitar compromissos profissionais; estou a deixar de me conseguir conter perante actos de burrice, má educação e mesquinhez; perdi capacidadades no capítulo das emoções e acho - acho - que tão cedo a minha vida não se vai decidir por um... digamos... rumo. Resultado? A insatisfação entrou e instalou-se sem permissão.
Era hoje, era hoje que eu queria reagir contra este marasmo neurótico. Sentia que era o dia. Mas não foi. Aliás, foi uma jornada para esquecer. Por mais que tentasse, foi difícil desligar das "bestas" anónimas ( e outras nem tanto assim ) que resolveram alterar a cor da minha disposição. Hoje tudo em meu redor está cinzento, quase quase a chegar a um negro vazio...
Ainda quero ver o que o sono me reserva. A ver se alguém tem coragem de me pintar os sonhos de preto e branco...
... fazendo assim uma avaliação sumária desta semana, poderei dizer que foi muito estranha, muito cinzenta, muito pesada e muito para esquecer...
E como se ainda não bastasse, o temporal veio mesmo... e eu não me safei :(
"Gripe II - a recaída" segue dentro de momentos.
Venha de lá esse temporal, hoje é um dia cheio de sol!
Não sei se estou apaixonada ou se tudo se resume a uma fragilidade emocional que me acompanha. Não sei se deveria seguir os meus instintos, se deveria rumar na inércia mental em que me encontro e que me impede de racionalizar tudo o mais me dizes, e simplesmente caminhar contigo. Sei que não consigo deixar de pensar nas palavras, na forma como me senti acarinhada, mesmo sem muito te ter dito sobre a minha dor. Sei que estás aqui perto, junto a mim, e que foste tu o sorriso que me trouxe de volta e me deu forças para suportar o dia. Ontem senti-me (mais que nunca) próxima de ti, refugiei-me no teu conforto silencioso, no teu olhar. E estive bem, tranquila, como há muito não acontecia. Trago-te no pensamento e nada mais parece importar. Mas ainda receio.
E agora?
Uma pequena nota apenas para agradecer a todos quantos passam por aqui e me deixam palavras de incentivo e de ânimo para seguir em frente e ultrapassar os problemas. Obrigada.
Hoje, choro sem ter forças para o fazer… grito, tento gritar… mas toda a revolta está presa dentro de um enorme sufoco que me consome em silêncio…
Sofro por ti, pela tua alegria tomada como subterfúgio de uma dor mais que sentida, de um medo mais que evidente… Vejo-te em anulação de ti mesma e daquilo que ousou repentinamente tirar-te a alegria e o teu sorriso verdadeiro.
Ontem soube-te triste, vi-te para além de toda essa atitude teatralizada de defesa que assumiste. Mostraste a tua força em enfrentar com a mais improvável das naturalidades a crueldade estúpida de um caminho que não mereces percorrer. Nada te disse. Simplesmente, não fui capaz de alinhar. Não. Sofri em silêncio a cada palavra tua, a cada momento em que a tua dor se escondeu por entre lágrimas de alegria e emoções controladas.
Sinto uma enorme dor no meio de todo este silêncio. Uma súbita escuridão tomou de assalto o meu pequeno mundo…
Escrevo porque não consigo mais prender este grito que insiste em ganhar voz. Mas as palavras não conseguem assumir esse papel. Só o silêncio.
A gerência pede aos poucos resistentes visitantes deste cantinho as devidas desculpas pela ausência. Culpem-se os micróbios, esses pequerruchos que se encarregam de espalhar por aí espirros, tosses, arrepios, dores e indisposições gerais.
Voltarei com um grande sopro de frescura. E não haverá micróbio que me pare!...