Terça-feira | Abril 25, 2006

Porque é assim que me sinto hoje...

Olho lá fora o dia e sorrio. O sol aparece timidamente, o nevoeiro afasta-se. Brilham os primeiros raios, o verde dos campos começa a mostrar-se. Tomo o pequeno-almoço enquanto contemplo a vida lá fora. A brisa fresca vai-me acordando. E na rádio, toca aquela música...   

E é ao som "daquela" música que parto numas mini-férias...

Asas (eléctricas)

Asas servem para voar
para sonhar ou para planar
Visitar espreitar espiar
Mil casas do ar

As asas não se vão cortar
Asas são para combater
Num lugar infinito
para respirar o ar

As asas são
para proteger te pintar
Não te esquecer
Visitar espreitar-te
bem alto do ar

Só quando quiseres pousar
da paixão que te roer
É um amor que vês nascer
sem prazo, idade de acabar
Não há leis para te prender
aconteça o que acontecer.

                                
                      (GNR) 

Um beijinho cheio de sol para todos os que vão passando por aqui!  

Boa semana para todos :)

 

Escrito por Joaninha em 10:29:13 | Link permanente | Comments (2) |

Domingo | Abril 23, 2006

Agora que penso nisto...

 

Os Direitos inalienáveis do Leitor

1. O direito de não ler

2. O direito de saltar páginas

3. O direito de não acabar um livro

4. O direito de reler

5. O direito de ler não importa o quê

6. O direito de "amar" os heróis dos romances

7. O direito de ler não importa onde

8. O direito de saltar de livro em livro

9. O direito de ler em voz alta

10. O direito de não falar do que se leu

                                                                                in Daniel Pennac, Como um Romance, ed. Asa

 

... já usufruí de todos estes direitos. E vocês? ;)

 

Escrito por Joaninha em 15:57:02 | Link permanente | Comments (2) |

E porque hoje é...

... Dia Mundial do Livro, tenho a dizer-vos isto:

Assumindo a minha postura de crítica literária, qual alter ego do Prof. Marcelo Rebelo de Sousa (em versão feminina e um pouco menos empenhada politicamente, entenda-se), cá vai....

- TODA a gente deveria ser obrigada, por lei, a ler "Os meus problemas", de Miguel Esteves Cardoso. Irónico, sarcástico e muuuito divertido. E o melhor é perceber que toda a visão da sociedade portuguesa de 1988 "encaixa" perfeitamente na de hoje. Passaram-se 18 anos e o "portuguesismo" balofo mantém-se. Chego a pensar que somos "pequeninos" em algumas coisas, porque o queremos mesmo ser, não porque não o consigamos. Não é uma conclusão brilhante, admito...

 5 estrelas!

 (se fosse a falar de todos os livros que me conquistaram, não sairia daqui. Resumi-me a este porque não o consigo tirar da minha mesa de cabeceira... isso deve querer dizer alguma coisa...)

 

Escrito por Joaninha em 15:22:32 | Link permanente | Comments (0) |

Terça-feira | Abril 18, 2006

Reconhecem-me?

Se eu fosse uma personagem de "South Park" seria mais ou menos isto:

 

Muito divertido! Se houver por aqui fãs da série ou se procuram uns (longos) minutos de diversão, dêem um pulinho até aqui!

E agora que falo nisto... que saudades dos primeiros episódios...

 

Escrito por Joaninha em 18:44:07 | Link permanente | Comments (3) |

É mesmo isto!

 

“Transforma o fraco em coisa forte

porque tudo se renova…”

                                               (Toranja)

E o dia correu melhor. Bem melhor.

 

Obrigada pelo apoio ;)

 

Escrito por Joaninha em 18:33:30 | Link permanente | Comments (2) |

Segunda-feira | Abril 17, 2006

Há dias e dias...

Por regra, acordo sempre bem-disposta. Adoro acordar cedo, levantar-me antes dos outros, tomar o pequeno-almoço descansada ao som de um CD, enquanto vou contemplando pela janela o "lufa-lufa" lá fora. Mas hoje foi diferente.
 
Acordei com uma má disposição fora do comum, sem que houvesse motivos para isso: abri os olhos e vi pelas frinchas da minha persiana que o sol estava a brilhar; o programa de rádio estava muito animado; havia pouco trânsito lá fora. Tentei contrariar a neura: pus um dos meus fiéis CDs a tocar, tomei um banho e fui tomar o pequeno-almoço. Não cantei desafinadamente no banho (como é costume), nem sequer tomei o pequeno-almoço à janela. Não me apetecia.
 
Já de saída rumo ao emprego, e ao meter a chave na porta, pensei baixinho : "Espero que isto não seja presságio de um dia mau."Assim pensei, e assim foi. 
 
Há dias em que não devíamos sequer acordar, quanto mais sair de casa. Definitivamente, foi um dia mau. Desde cedo. Deixei escapar uma oportunidade que me poderia trazer alguns benefícios, tive de fazer uma escolha (e parece-me claro, neste momento, que optei pela opção errada), não me consegui concentrar na minha actividade profissional, fui imprecisa, não consegui fazer metade do que pretendia e - o pior de tudo - fui responsabilizada por um incidente, no qual não tive qualquer tipo de interferência. Mas é sobre mim que as culpas recaem, serei eu a assumir essa responsabilidade, porque sou a intermediária deste processo. O que virá a seguir? Só quero desaparecer, desligar. Dar um chuto a estes problemas todos e viver sossegada o resto do dia. Ou da noite. Nem sei porque me levantei hoje... Chiça!
 
Escrito por Joaninha em 22:25:38 | Link permanente | Comments (4) |

Quinta-feira | Abril 13, 2006

Mentalidades

Todos temos tendência a considerar as pessoas deficientes como boas pessoas. Não sei explicar porquê, mas parece-me unânime. Se alguém se referir a um aspecto negativo da personalidade de um deficiente, é visto como insensível, limitado, preconceituoso e desrespeitador. Não concordo minimamente com estes (falsos) pressupostos, porque, penso, somos todos feitos da mesma matéria, logo, todos temos defeitos e qualidades. O reconhecimento da diferença é uma característica humana, e é isso que nos torna únicos e iguais.

Correndo o risco de ser mal interpretada, evito fazer qualquer tipo de considerações sobre este assunto em frente da maior parte das pessoas. Não propriamente porque tema as suas reacções, mas sobretudo porque sei que me farão sentir aquilo que, por natureza, não sou - preconceituosa. Hoje, não resisto. Será pôr o dedo na ferida, mas... Caiam-me críticas em cima, apontem-me o dedo, e o que mais... mas não me apetece calar.

Na pausa de almoço, enquanto esperava pelo meu prato, reparo que a meu lado se tinha sentado uma mulher (com os seus 50 / 60 anos) que manifestava um comportamento algo diferente. A diferença - vim a notar pouco depois - era a mudez. Procurava fazer-se entender por gestos e começou a "falar" com uma velhota sentada ali perto. Desde logo, achei estranho a tal velhota rir-se tanto, quando não percebia nada de linguagem gestual. Depressa cheguei à conclusão que a mulher muda estava a gozar com as pessoas que estavam sentadas àquele balcão, imitando as suas poses, gestos e acções. Chegava ao ponto de apontar para os "alvos" da chacota - para que a velhota percebesse de quem se tratava - e de escrever num papel alguma coisa que a sua fiel "espectadora" não estivesse a entender por gestos! As pessoas sentiam-se incomodadas, mas, assumindo a tal postura de "tem uma deficiência, não se pode julgar as suas atitudes", ignoravam-na e procuravam olhar para o outro lado. Quando me apercebi que falava de mim, senti-me revoltada, mas fui incapaz de agir. Não sei porquê, parecia que o subconsciente me dizia para não o fazer. Saí do estabelecimento chateada por não ter reagido. Logo eu... Procurei esquecer. Ainda agora me arrependo de não lhe ter dito nada...

 

Escrito por Joaninha em 15:03:40 | Link permanente | Comments (3) |

Terça-feira | Abril 11, 2006

Estou perdida, não consigo parar de ler... e de me rir...

Fui à estante dos meus livros preferidos e descobri este...

 

 
Delicioso! (do ponto de vista literário, claro está...)

 

Sim, é verdade... sou uma fanática pela Mafalda. Ingénua como qualquer criança, contestatária, como eu! A diferença é que a ela ninguém lhe aponta o dedo, já a mim... 

 

Escrito por Joaninha em 20:24:45 | Link permanente | Comments (4) |

Segunda-feira | Abril 10, 2006

Pequenas inquietações

Estou a trabalhar ao computador ao som de Dido. Há mais de um ano que não ouvia este CD, e tão pouco me lembrei que o tinha. Há alturas em que olho vezes sem conta para tudo o que tenho e parece que os olhos – a comando da mente – só vêem determinadas coisas, por sinal, quase sempre as mesmas. Vá-se lá perceber… 

Depois de um dia calmo de trabalho, chego a casa e recebo uma notícia incerta e algo preocupante. Procuro não manifestar essa inquietação aos que me rodeiam, com receio de lhes transmitir algum sentimento negativo ou tornar o cenário algo mais nublado.  

Refugio-me, guardo para mim estas preocupações. São, apesar de tudo, pequenas inquietações que poderão não ter fundamento. Mas assustam.

 

 
Escrito por Joaninha em 22:45:50 | Link permanente | Comments (3) |

Domingo | Abril 09, 2006

Sei lá!

Mas porquê? Porque me continuam a fazer perguntas às quais não sei responder? Porque insistem em me pôr entre a espada e a parede e a tirar ilações erradas da minha indecisão? Porque não desistem de me querer fazer ver que a vida se reduz a simples “sins” e “nãos” perante as questões?

 

Eu não vejo as coisas assim… Não consigo ser fria nestas questões. Chamem-me lá o que quiserem, mas não tenho essa capacidade de tomar grandes decisões sob pressão. É a minha vida que está em jogo, é a minha felicidade, o meu sucesso ou o meu fracasso. São as minhas alegrias e as minhas tristezas. Sou racional – e depois? O coração já me levou por caminhos errados. A razão foi-se sobrepondo e vivo bem assim, dando um passo de cada vez, mas na certeza de alguma segurança. Arrisco quando sinto que tenho de arriscar, agarro oportunidades quando sinto que as devo agarrar. 

A pressão só me sufoca, não me faz avançar. Para quê ultimatos?

 
Escrito por Joaninha em 22:17:31 | Link permanente | Comments (7) |
1 2