Quarta-feira | Maio 31, 2006

Ontem e hoje.

Ontem.

Um dia perfeito, se o posso dizer. Acordei bem disposta, cantarolei o dia todo e sentia-me feliz. Talvez essa “felicidade matinal” tivesse a ver com o facto de saber que a tarde estaria por minha conta. Pela primeira vez em três semanas, tinha uma tarde só para mim. E quis passá-la com a minha mãe. Não sei há quanto tempo não saímos juntas, só as duas, como costumávamos fazer quando eu era mais nova. O tempo foi-se encarregando de me afastar destes programas, apesar de nunca o ter conseguido em relação à proximidade com os meus pais. Perante este cenário, um dia só de mulheres, das duas melhores amigas, parecia-me perfeito. E foi, de facto. Chegada a casa, e depois de toda esta jornada, foi tempo de “apontar agulhas” para o trabalho. As obrigações do dia seguinte não poderiam ser esquecidas. Estava arrasada, a trabalhar com um enorme sacrifício e numa “matéria” que nada me seduzia. Mas sempre aconchegada pelo conforto que só um dia como aquele me poderia ter dado.

 

Hoje.

Um dia horrível. Do início ao fim. Comecei por abrir os olhos duas horas antes do previsto e por ficar duas horas à espera que o despertador me lembrasse da sua existência. Depois de tanto tempo à espera, acabo por adormecer cerca de 15 minutos antes da hora de acordar. Levanto-me com dificuldade e sem vontade de grandes conversas. 6h30. Saio de casa sem motivação nenhuma para enfrentar o novo dia. Lá fora, um frio desconfortável e invulgar. Chego à formação. Durante aquelas intermináveis horas, concluo que não fui feita para aquilo. Saio frustrada e triste. Vou almoçar. Fico 40 minutos à espera do autocarro. Há um acidente, o trânsito não anda. Atraso-me. Telefonam-me. O telemóvel fica sem bateria. Chego ao local de trabalho. A disposição é pouca, e a paciência para caprichos também. Suspiro em silêncio pelo fim deste dia. As olheiras denunciam-me. Chego a casa. Desligo o ‘sistema’ – o dia acabou. E a maré de azares também.

 

Nem me atrevo a questionar o dia de amanhã...

 

Escrito por Joaninha em 22:11:09 | Link permanente | Comments (6) |

Segunda-feira | Maio 29, 2006

Definição do dia

 

Chato: aquele que nos priva do prazer da solidão sem nos fazer companhia.

 

 

Escrito por Joaninha em 20:51:34 | Link permanente | Comments (8) |

Sábado | Maio 27, 2006

Finalmente.

27 de Maio. 20h00. Declara-se oficialmente aberto o meu fim de semana.

 

 

Escrito por Joaninha em 20:01:44 | Link permanente | Comments (3) |

Quarta-feira | Maio 24, 2006

Selecção Joaninha

Que disco maravilhoso! MESMO!

 

Escrito por Joaninha em 21:36:48 | Link permanente | Comments (8) |

Segunda-feira | Maio 22, 2006

Mesmo com muito sono, cá vai...

Aviso à navegação: à primeira vista, este post pode parecer um contra-senso, mas não é…

 

Eu sou a primeira a criticar aqueles que vivem mergulhados em trabalho e argumentam não ter tempo para nada. Acho isso absolutamente ridículo. Inclusive, já me desapontei com algumas pessoas que insistiam (e algumas ainda insistem, infelizmente) na ideia de estarem atolados em trabalho como justificação para as suas ausências. Resultado: o trabalho acaba por se tornar numa anulação das suas próprias vidas.

 

A minha ausência por estes dias deveu-se unicamente ao cansaço. Não à falta de tempo, nem ao trabalho propriamente dito. Simplesmente, ao cansaço. Durante três ou quatro dias levei a vida a um ritmo alucinante: desdobrei-me em actividades, apostei em noites mal dormidas em prol de uma formação que nada me garante, dei o melhor de mim. Mas ressenti-me, sobretudo mentalmente. Bati com o pé e tomei uma nova decisão: abrandar o ritmo e levar as coisas a bom porto de uma forma mais calma. Com muita “ginástica”, foi possível articular horários, conjugar esforços e encontrar soluções.

 

Uma nova semana começou. As coisas estão mais calmas, é certo, mas o cansaço insiste em me dar poucas tréguas e as noites continuam a ser muito curtas. O desafio continua, mas a um ritmo mais brando. Ou mais ensonado, não sei bem. E agora que falo nisso… a minha almofada começa a chamar por mim... (quem sou eu para desobedecer?)

  

 

Já agora, um pedido público (ou semi-público) de desculpas pelo silêncio.

 O trabalho não deu lugar a esquecimento. Deu, sim, cabo de alguns neurónios ;)

 

Escrito por Joaninha em 22:57:02 | Link permanente | Comments (9) |

Terça-feira | Maio 16, 2006

Cansaços e afins...

Ando cansada. Esta entrada no tempo quente devia ser motivo de alegria, mas nem por isso me sinto com a energia a 100%. Pelo contrário, sinto uma grande fadiga, uma necessidade de "desligar o sistema" mais cedo que o habitual. Só me consigo concentrar verdadeiramente nas primeiras horas do dia, apesar de contrariar todo o cansaço ao longo do dia e conseguir finalmente vencê-lo. Nada fica por fazer, desdobro-me em esforços que - sejamos honestos - poucas vezes são reconhecidos. Mas fico felz comigo mesma por ser assim.

Seguem-se umas três semanas intensas, cheias de trabalho e de pouco - ou nenhum - tempo livre. Auguram-se poucas horas de sono a começar já hoje. Este stress acaba por me animar e me deixar entusiasmada. Sinto-me útil, sinto que estou a apostar no meu futuro, mesmo que a aposta traga consequêcias (ainda) pouco claras ou duradouras.

Para descansar, basta-me fechar os olhos e imaginar-me de novo aqui...

 

 

 E, aí sim, sinto-me bem.   

 

Escrito por Joaninha em 21:09:43 | Link permanente | Comments (9) |

Sexta-feira | Maio 12, 2006

Sinais

Decido aceitar mais um convite teu. E eis que tudo se complica. Não te consigo interpretar, não consigo entender os teus sinais. Há momentos em que tudo parece claro, mas logo a seguir as certezas transformam-se em interrogações constantes. Sentes-te inseguro. Eu também. Falas-me de amores passados e dizes-me que a tua vida a esse nível estagnou. Fico imóvel, sem reacção.

Falas-me dos teus amigos, da forma como a vida lhes está a passar ao lado e de como isso (pouco) os afecta. Mostras revolta, porque és o amigo verdadeiro que todos queremos ter. "Vives a vida dos outros " - digo-te eu. Levantas o sobrolho e acabas por concordar. Concordas ao ponto de desabafar comigo os teus receios de te perderes no meio da vida dos outros e esqueceres a tua própria.

Estamos juntos. Falas comigo e olhas-me nos olhos. E eu nos teus. Vais tossindo e suspirando, como se me tivesses algo a dizer e não o fizesses. Vamos andando. Não consigo falar tão abertamente da minha vida como tu da tua. Não tenho segredos, quero ser transparente contigo, mas não gosto de levantar a poeira do passado. Ouço-te e refugio-me. Ouves-me. Ripostas ou acedes com um sorriso.

Rimo-nos. Mostras-me os teus trabalhos, aquilo de que mais te orgulhas. Falas das tuas pequenas conquistas com modéstia, porque crês que a vida não te está a dar o feedback que desejas. Mas os teus olhos sorriem.

Separamo-nos. Antes de me despedir de ti, os minutos parecem segundos. Tudo em mim me diz para ficar mais um pouco. Mas não. O tempo em que estiveste ausente criou-me mágoa, deixou-me triste. Questionei sentimentos e não consegui chegar a conclusão alguma.

Deito-me. Apercebo-me que não consigo esquecer a nossa conversa e que não me és indiferente. Nada indiferente. Penso nas tuas palavras, nos teus jeitos. Sinto um aperto se te imagino com alguém, com um novo amor. Inquieto-me. O sono é-me roubado pelo pensamento. Fico longos minutos a olhar para o escuro. Acabo por adormecer.

Acordo. Sem certezas de nada. Nem de mim, nem de ti.

 

Escrito por Joaninha em 19:33:55 | Link permanente | Comments (10) |

Segunda-feira | Maio 08, 2006

Certinho.

 

Há momentos em que só queria um bocadinho da sorte das outras pessoas. Só eu sei o quanto tenho batalhado para conseguir atingir os meus objectivos e - posso dizê-lo - vou-me sentindo bem com as minhas pequenas vitórias. Mas essas pequenas conquistas parecem nada quando ao meu lado alguém me diz que, sem grande esforço, lhe ofereceram “a” oportunidade.

 

As portas não se têm aberto para mim, mas prefiro acreditar que esse dia chegará. Porque também acredito que todos temos o nosso lugar e que quem batalha sempre há-de vencer. Mas, bolas… será que ainda não mereço? Esforço-me o que posso, sujeito-me a remunerações injustas e desdobro-me em actividades. Dou o melhor de mim, para chegar ao fim do dia cansada e olhar para a carteira praticamente vazia. Alguma da culpa é da minha personalidade altruísta, de querer o melhor para os outros. E não me arrependo de ser assim, isso não. Vivo bem por saber que cumpri a minha missão profissional e humana – quando é preciso.

 

Mas, definitivamente, a nível profissional não tenho uma estrelinha a brilhar. Tenho a certeza.

  
Escrito por Joaninha em 21:23:49 | Link permanente | Comments (10) |

Domingo | Maio 07, 2006

Arrisco?

"Sonho muito raro, mas bastante significativo. Na escuridão, cada objecto, cada pessoa e cada facto correspondem exactamente àquilo que representa para a pessoa que sonha. É, talvez, o mais subjectivo de todos os sonhos e diz respeito aos três dias seguintes."

                                                                                      in Dicionário de Sonhos

Não sou pessoa de acreditar nestes "sinais", mas lá que me deixam a pensar... Pelo menos, fico feliz de saber que tive um sonho muito raro (parabéns consciência!) e que tenho três dias para ver o que me espera. Ou não...

Agora é só tomar a decisão - arrisco a acreditar no sonho ou fico-me pelas evidências?

 

Escrito por Joaninha em 16:56:17 | Link permanente | Comments (5) |

Quinta-feira | Maio 04, 2006

Alguém me explica...

... por que raio é que reencontro, ao fim de uns 7 anos, a pessoa que nunca me foi indiferente, sem o saber?

... porque é que a reencontro, passados todos estes anos sem a ver, em dois dias seguidos?

... porque é que é precisamente nos momentos em que estou mais confusa em relação a sentimentos, que os fios do novelo se emaranham todos?

 

Escrito por Joaninha em 23:24:21 | Link permanente | Comments (4) |
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