Sexta-feira | Junho 30, 2006
Quarta-feira | Junho 28, 2006
Tudo às voltas...
Não sei mesmo que raio se passa! A vida parece andar às turras connosco. E digo "connosco", porque TODA a gente que me rodeia está a passar por uma fase menos boa. O cansaço começa a tomar conta de nós, os dias vão-se esgotando sem fazerem história, tudo se tornou num ciclo vicioso sem interesse. Olhando para o último ano, é fácil ver que a nossa caminhada deixou poucos vestígios. As amizades foram postas à prova, o peso da ausência tomou conta das nossas vidas e a capacidade de a perdoar mostrou a vontade e a determinação de quem não quis deitar tudo a perder. Houve laços que se quebraram, relações que simplesmente desapareceram como num rápido "clic" e que pouco deixaram na nossa vida. Mas tudo tem valido a pena.
Nos últimos dias, as coisas têm piorado. Sobretudo para os resistentes. A vida anda confusa, cheia de nós difíceis de desembaraçar. Uns lidam bem com isto, outros nem tanto assim. Os conflitos surgem, as relações quebram-se. Só a vida profissional parece dar indicações do caminho a tomar. São as certezas tidas como absolutas a dar lugar a confusões e a inseguranças; são os pensamentos e as preocupações a tomar o espaço da tranquilidade; são as linhas cruzadas do coração a inquietar-nos e a assaltar-nos a alma; são os passos em falso a querer mostrar-nos o caminho certo.
Viver custa. E crescer também.
Terça-feira | Junho 27, 2006
Tenho de aprender de uma vez por todas a...
...ler nas entrelinhas.
Definitivamente.
Quinta-feira | Junho 22, 2006
Ver-te
Começo a descobrir que não me és indiferente. Mais – que és o lado positivo dos meus dias. Vermo-nos acabou por se tornar uma questão de vontade, minha e tua. Tu estás sempre presente, eu nem tanto. Nunca falámos, mas sinto que te conheço. Passaram anos desde que ver-nos fazia parte do quotidiano. Nessa altura, eras o alvo de muitas atenções, mas nunca da minha. Eras o melhor amigo “da” pessoa que me tinha conquistado em silêncio. Hoje as coisas são diferentes e tu assumiste esse papel. E eu, que nunca tive a atenção dos teus olhos, fico surpreendida por recebê-la após todos estes anos. Sobretudo agora. És subtil, mas claro. Os teus gestos falam por ti, tudo fala por ti. Deixas-me a sorrir por dentro quando estás perto de mim. Quando a viagem chega ao fim e nos afastamos, sinto que me segues no pensamento. E por muito que não to mostre, eu também te sigo – muito para lá da própria viagem.
Quarta-feira | Junho 21, 2006
O dia a fazer-me caretas
Segunda-feira | Junho 19, 2006
Então vamos lá a isto...
1. Muito obrigada pelas participações, pelas "apostas" sensatas, pelos esclarecimentos, por tudo. Perdoem-me o fugaz momento de egocentrismo, mas achei o jogo divertido (principalmente porque EU sei as soluções - ou pensava que sabia, pelo menos...)
2. Os resultados oficiais do teste de personalidade são estes:
Sexta-feira | Junho 16, 2006
Façam lá as vossas apostas!
Será que alguém consegue descobrir o “eu” que se esconde por trás deste blog? Haverá alguém que consiga desvendar traços da minha personalidade só pelas minhas palavras? Apostamos?
Eu sou:
1. … afável ou hostil?
2. … emocionalmente estável ou instável?
3. … aberta a novas experiências ou convencional?
4. … disciplinada ou desorganizada?
5. … extrovertida ou introvertida?
Algum palpite?
Resultados cientificamente testados (ou nem tanto assim) serão oportunamente publicados. ;)
Pequena nota
O Marques Mendes irrita-me. Muito.
Tenho dito.
Quarta-feira | Junho 14, 2006
Sou eu que estou a enlouquecer ou isto é difícil demais de interpretar?
O que pensar de uma pessoa que está há três semanas sem dar notícias (tendo ficado de as dar horas após o último telefonema terminado à pressa) e de repente me vê na rua, faz sinais, e, perante a minha distracção, estaciona o carro à pressa no primeiro espaço que lhe aparece - em cima de uma rampa – e vem a correr atrás de mim, chama o meu nome alto na rua e tem os olhos a brilhar e um sorriso mais que feliz, mesmo a poucos minutos de ir a um funeral?
O que é isto, afinal? O que se passa? Que raio está o destino (se é que ele existe) a querer mostrar com estas voltas todas? Sinto-me perdida, confusa no meio de todos estes nós e sem saber se algum dia os vou conseguir desembaraçar…
Para uns, dia de Sto. António, para outros...
Eu não sou nada supersticiosa. Mas ontem as coincidências negativas sucederam-se a um ritmo tal, que as minhas certezas ficaram abaladas. Desde que saí de casa que tudo correu mal. Sem exagero. Passei o dia feita “barata tonta”, a correr daqui para ali para conseguir fazer tudo a que me tinha proposto (entenda-se, trabalho). Fiquei presa no trânsito, corri praticamente a cidade a pé, sempre com a mala pesadíssima na mão, cheguei atrasada a um dos locais de trabalho (para quem não me conhece: eu tenho horrores a atrasos da MINHA parte, fico mais que chateado comigo mesma…) e ainda por cima sem necessidade, porque, no fim, não se chegou a concretizar o que estava acordado. Por mais que estivesse chateada com isso, perdoei facilmente a pessoa responsável. Não bastasse o trânsito e os atrasos, o tempo ontem esteve realmente mau mesmo por estas bandas. As minhas ‘corridas’ de ontem foram feitas ao som e efeitos de luzes desse magnífico fenómeno chamado “trovoada”, o que fez com que a determinada altura desse conta que era das poucas pessoas na rua. Estava cansada, o calor não ajudava, mas não havia tempo para parar e descansar. Chegou a pausa para almoço. Longa demais, tendo em conta que a primeira parte do dia tinha sido louca e nem tinha dado grande tempo para respirar. Enquanto esperava pelo autocarro (sou adepta incondicional dos transportes públicos na cidade), vejo quem não queria ter visto. Poderia ter sido noutro dia qualquer, mas não: tinha que ter sido ontem. Chego ao meu segundo (ou terceiro, não sei bem) posto de trabalho e, quando pensava que tudo poderia acalmar, eis que me surgem em catadupa problemas, caprichos, má-educação e, o pior, falta de profissionalismo. Aguentei custosamente até à hora de saída. De rastos, cheguei a casa e soube que a minha mãe tinha sido assaltada no autocarro. Pânico. O mundo parecia do avesso. Corremos a cidade entre estações de recolha e PSP’s. Nada. Dizem-nos para contarmos com o pior. Não alinhei neste pessimismo e convenci-me que tudo iria acabar bem. Chegamos a casa. Telefonam-nos a dizer que a mala tinha sido encontrada. Fomos buscá-la e as coisas pareciam ter acalmado. Perto da meia-noite jantei. Deitei-me. Não conseguia adormecer, a minha cabeça estava inundada de preocupações. Ao fechar os olhos, lembrei-me: era dia 13. Definitivamente, um dia de azar.

