Quinta-feira | Agosto 31, 2006

Estou cansada...

... de viver em dúvida, de não saber o que pensas, de não perceber o que queres, de não entender as tuas meias palavras, de não ser capaz de descodificar os teus silêncios, de viver na incerteza das tuas palavras, de me sentir presa a algo que não reconheço e de me refugiar naquilo que eu própria rejeito.

Estou cansada de tudo isto. De me querer afastar de ti e conseguir, de andar sem a certeza de estar dar o passo certo, de querer ignorar aquilo em que preferia acreditar. Estou cansada deste "nós" que se evapora a cada dia que passa e se perde sem motivo nem razão. Estou farta de tudo o que não me dizes, de tudo o que recusas mostrar.

Estou cansada de tudo.

 

Escrito por Joaninha em 23:22:42 | Link permanente | Comments (4) |

Terça-feira | Agosto 29, 2006

Vistas bem as coisas...

... a vida até é bastante simples.                                                                       Eu é que a complico sempre que a tento descomplicar.

 

Escrito por Joaninha em 17:25:24 | Link permanente | Comments (12) |

Sexta-feira | Agosto 25, 2006

Só isto...

"Ouves o desalento no meu pensar
Sentes o cansaço a parar a corrida
A voz que não sai com medo de falhar
Pedidos secretos a ansiar guarida.
 
Sei que a resistência vai desafinar
Que o peso vazio quer desprender
O passo certeiro teima em avançar
(...)
 
Queria perceber o porquê deste vazio
E agarro-me ao riso p'ra me defender
Se o sol aquece, porquê este frio?
(...)"

                               Maria de Vasconcelos, "Enlouquecer"

 

O medo de falhar, sobretudo isso.

 

Escrito por Joaninha em 19:14:55 | Link permanente | Comments (7) |

Quinta-feira | Agosto 24, 2006

Incertezas

Estou a precisar de espairecer a alma. A incerteza mora aqui ao lado e é à noite que ela me inquieta. Tenho pensado demais no que não merece ser pensado e chegado a conclusões duvidosas, às quais não quero dar o mínimo crédito. Prefiro acreditar que nem sempre a razão se sobrepõe a tudo o resto… e que a noite nem sempre é boa conselheira…

 
Escrito por Joaninha em 11:12:12 | Link permanente | Comments (10) |

Sexta-feira | Agosto 18, 2006

Relatório (extenso, muito extenso...)

Repousados os neurónios e recuperada alguma da sanidade “perdida” (que à partida já não era muita) por terras alemãs, é tempo de recuperar as melhores memórias desta viagem. E que viagem! Por muito que conhecesse a Alemanha e já lá tivesse vivido por períodos mais ou menos longos, optei sempre por evitar a metrópole. Talvez porque, tendencialmente, não seja adepta de grandes cidades, de confusão, de multidões e de ambientes citadinos demasiado intensos. À partida, tudo isto me sufoca. Mas deixei-me levar, quis contrariar a ideia (errada) que tinha das capitais europeias. E confesso… apesar de todos estes “ses”, tinha uma grande curiosidade em conhecer Berlim.

 

A viagem foi marcada por todos os imprevistos e mais alguns. Tudo uma questão de timing, no fundo. Desde o voo ter sido cancelado por causa das tentativas de atentado (das quais só tomámos conhecimento no dia seguinte – lá está, timing perfeito para viajar…), passando por confusões sistemáticas e correrias desenfreadas pelo gigante aeroporto de Amesterdão em busca de um lugar num voo de substituição (e asseguro que houve empurrões, gritarias e rodas de malas a passar por cima de muitos pés…) e terminando em chegar 6 horas depois do previsto ao destino final – poderia ter sido bem pior, admito – sem forças para puxar a mala e sozinhas no mais escuro dos breus debaixo de uma chuva incansável, a tentar visualizar alguma placa, alguma indicação do nosso hotel. Finalmente chegámos. Uma recepção calorosa, cheia de sorrisos e de alegria – um autêntico elixir. ‘Desligámos’ completamente. Um novo dia esperava por nós.

 

            
 

Berlim é uma cidade simplesmente fascinante. Tendo em conta a minha paixão pela história e cultura alemãs, não seria difícil gostar desta cidade -  tem uma riqueza histórica impressionante; em todos os cantos, becos, ruas, praças se sente a força do passado, as marcas da guerra, da opressão, da luta, da vitória; inúmeros monumentos, museus, espaços e homenagens recordam um passado inimaginável que nos arrepia e nos abala profundamente.

 

               

Por outro lado, a harmonia com que este passado convive com o presente seduz o mais exigente dos visitantes. A modernidade revela-se a cada passo – percorrer a Kurfürstendamm a pé, visitar as galerias de arte, os mais emblemáticos edifícios (sedes da Mercedes, da BMW, da Daymler-Chrysler e da Sony); ser acompanhada a cada passo por montras e montras de lojas de renome, conhecer de perto os locais que fizeram história e ficar deslumbrada a cada instante com a organização, o respeito pela diferença e a simpatia. Definitivamente, uma cidade que deslumbra. (As fotografias é que não lhe fazem jus).

 

Todos os dias desta aventura foram marcados pela chuva. Sem excepção. O cinzento do céu insistia em acompanhar-nos nesta jornada. A bem dizer, atrapalhou alguns dos nossos planos iniciais, mas o imprevisto até teve um sabor especial. Percorremos a cidade de lés a lés a pé, contactámos directamente com o novo cenário, convivemos com as gentes e sentimo-nos bem, muito bem mesmo. A minha amiga fascinada por novidade atrás de novidade; eu completamente rendida à beleza, à história, à riqueza cultural, à simpatia e à vivacidade da capital alemã. Conhecemos pessoas novas, inventámos histórias, divertimo-nos e rimo-nos -muito. Foram dias cheios, imparáveis. As noites é que, forçosamente, tiveram de ser mais calmas. Por isto e muito mais é que me apetece regressar. Tenho a certeza que muito mais haverá para descobrir. Restam-nos aquelas pequenas “preciosidades”, os pequenos ‘paraísos’ que não vêm descritos nos guias da American Express… mais uma desculpa para lá voltar ;)

 

 
    
Escrito por Joaninha em 22:01:39 | Link permanente | Comments (13) |

Quarta-feira | Agosto 16, 2006

Voltei, voltei!

 

 

Berlim. Uma cidade linda, cheia de vida, de história e de riqueza cultural. Uma cidade onde parece nunca deixar de haver o que ver, o que ouvir e o que visitar. Uma cidade que não pára, que vive com uma energia incrível e com uma organização impressionante. Um povo que sabe acolher e respeitar as diferenças. Um espírito único. Uma cidade que nos apaixona, sem dúvida.  

 

Escrito por Joaninha em 20:14:52 | Link permanente | Comments (9) |

Quarta-feira | Agosto 09, 2006

Por estes dias...

…voo por outras bandas, por outros ares. O corpo pede e a mente agradece. Espero voltar com tantas novidades como as pintinhas que trago comigo. Conto conhecer muitas pessoas, muitos lugares novos, muitas histórias por ouvir. Dentro de pouco tempo estarei de volta cheia de vontade de partilhar tudo o que me fez sorrir e me deu ânimo para continuar. Por enquanto, as vossas palavras cumprem este papel. Um beijinho cheio de sol para todos os que voam por aqui comigo J

 

Escrito por Joaninha em 18:20:19 | Link permanente | Comments (10) |

Segunda-feira | Agosto 07, 2006

Revolta

Todos os anos o mesmo. Um ciclo vicioso.

(clicar aqui para ver o vídeo)

Tenho esperança que um dia spots publicitários como este e tantos outros sejam capazes de "abalar" a mais dura das consciências. Resta-me acreditar que a súplica silenciosa nos olhos dos animais, sendo a mais agonizante das demonstrações de fidelidade, possa demover os mais cobardes e insensíveis de tamanho acto indigno como o abandono.

Resta-me a revolta.

 

Escrito por Joaninha em 12:01:02 | Link permanente | Comments (10) |

Sábado | Agosto 05, 2006

Calma

Esquecer.

 

                                                                                           Recomeçar.

 

Escrito por Joaninha em 16:18:48 | Link permanente | Comments (7) |

Quarta-feira | Agosto 02, 2006

Luta

O corpo está cansado, de rastos. A alma mais ainda. A cabeça gira em torno de vazios codificados, de palavras dúbias e de muitas outras por dizer. O corpo pede-me descanso, a alma pede-me paz. Mas hoje as minhas vontades são fracas. Procuro adormecer na imaginação, deixar evaporar todas as mágoas e as dores por sentir. Mas não consigo. Falta-me o teu ar para ganhar fôlego. Sinto-me incapaz de combater o vazio, sinto a fraqueza de quem já adivinha a derrota mais à frente. Tomo-me por vencida. O cansaço adormece-me em espírito. O corpo chora em vão os golpes da alma. Mas é no coração que a mágoa mais me fere.

 
Escrito por Joaninha em 20:22:18 | Link permanente | Comments (7) |