Ainda na sequência...
A incógnita é apenas uma forma de defesa. Talvez haja quem consiga ler-me por detrás de letras e algarismos combinados...
Aguardo.
A incógnita é apenas uma forma de defesa. Talvez haja quem consiga ler-me por detrás de letras e algarismos combinados...
Aguardo.
EU é que sou a rapariga do 71.
E eis que hoje, vindo do nada, me dá um enorme ataque de riso no autocarro, somente por me ter lembrado deste clip fabuloso:
E haviam de ter visto a minha tentativa atrapalhada e muito pouco convincente de disfarçar o súbito momento de senilidade. Eu não estou bem, a sério que não!...
Começo a chegar à brilhante conclusão que poucas das coisas que as pessoas da minha idade estabelecem como prioridades para a sua felicidade correspondem às minhas. Depois dos estudos terminados, surgem os pontos de interrogação e poucas são as diferenças nos "investimentos" tidos como segurança de um futuro mais ou menos promissor. Perante a falta de oportunidades no imediato, decide-se por estudos pós-graduados, assumidos à partida como uma mais-valia profissional, embora não sejam qualquer garante de sucesso. Investem-se anos nessa formação complementar e tudo vai ficando adiado. Aos poucos, materializam-se os sonhos e eis que surge O investimento: uma casa.
Neste momento, grande parte das pessoas que me rodeiam pensam nestes termos. Muitos dos investimentos já caminham a passos largos em direcção a algo parecido com felicidade. Eu, por sinal, nunca senti o apelo da 'independência'. Aliás, nunca achei esse argumento credível, sequer. Ser-se independente é muito mais que ter casa própria, começa muito antes disso. Reconheço que à partida a ideia de um espaço só nosso é sedutora. Mas, honestamente, viver sozinha não é, de todo, o meu objectivo prioritário. Já vivi dois anos all by myself, (bem) afastada de tudo e de todos e somente por minha conta e risco, e por muito que isso me tenha posto à prova e ensinado a viver, não vi que esse fosse o meu caminho a curto prazo.
Por outro lado, nunca foi um objectivo meu enveredar por estudos complementares à minha formação. Não vejo em Mestrados e Doutoramentos a solução para tirar as pedras do caminho - talvez, sim, para as contornar. Daí que, a fazê-lo, seja numa área bem definida e com objectivos precisos. Para além de ser um investimento importante e dispendioso, há que fugir ao previsível; cingirmo-nos ao óbvio é limitarmos os nossos horizontes.
Sou feliz onde estou e como estou. Mais ou menos realizada, vou virando devagarinho as páginas da minha vida.
Estou tão cansada, que qualquer momento iluminado de inspiração desvanece em milésimos de segundo. Entrei oficialmente em "piloto automático"...
Adoro Sábados de manhã. Acordar com aquela sensação de não saber bem em que dia estou e de repente esboçar um sorriso por me aperceber que, finalmente, é sábado. Ligar o rádio e ser brindada com os sons tranquilos de um chillout excepcional patrocinado pela Ant3na. Fazer as habituais comprinhas matinais, distribuir "bons dias" e regressar a casa feliz. Assim, sim - venha o que vier, estou bem.
Bom fim de semana!
Pronto, vou-me expor à blogosfera (mais do que em alguns posts anteriores será difícil, mas tentemos…). Estes três meninos (um, dois, três) não me perdoam se me tentar esquivar, por isso… eis seis características/manias desta Joaninha:
1. Detesto facilitismos – a todos os níveis. A incompetência e a mesquinhez irritam-me profundamente e isso transparece com alguma facilidade. Sou muito exigente comigo e com os outros (embora de forma mais comedida neste último caso). Não admito que me “pisem os calos”. Fazem-no uma vez, mas não passa daí.
2. Tenho uma aversão incontrolável a erros ortográficos ou de concordância. Os meus neurónios contorcem-se todos sempre que os ouvem, e nem sempre consigo evitar uma correcção, mesmo que muito muito subtil. É algo que não consigo controlar, deve ser defeito de fabrico (ou profissional, mesmo). Acho que daria uma óptima copy desk…
3. Tendencialmente, não gosto de multidões. Faz-me confusão estar em sítios onde mal me consigo mexer, falar ou (no pior dos casos) respirar e onde me sinto ‘anulada’. Não suporto estar em praias cheias de gente – sim, só gosto do Algarve no Inverno - ou em discotecas. E não, não sou claustrofóbica; simplesmente me sinto incomodada. Excepção: concertos.
4. Estou sempre a sorrir e sou perita em piadas às quais ninguém acha graça, senão eu. É habitual verem-me a rir até às lágrimas. Já me disseram que levo um certo jeitinho para palhaça, só que ainda não percebi… J (na verdade, gosto é de ver os outros tão ou mais felizes que eu).
5. Tenho a mania de “falar” com as máquinas que fazem parte do meu dia-a-dia. No fundo, devo acreditar no mais profundo do meu subconsciente que elas reagirão melhor se lhes forem dirigidas algumas palavras de apreço. Quando tento explicar aos outros esta minha teoria, costumo ouvir sempre um suspiro seguido das palavras: “Em ti, é normal…”
6. Adoro burros (os seres de quatro patas e que zurram…). A minha paixão por animais é conhecida de todos, mas tenho de confessar a minha predilecção por estes bichos. Não me perguntem porquê, simplesmente adoro-os – são giros, misteriosos e têm muito boa pinta.
Não prometi que seria interessante. Lamento a perda de tempo… J
Será que a BaD, a Elite, a Patixa, a MJ e o Ouvinte e a Silva aceitarão este desafio? Uhm…
Eu sou uma apaixonada da boa publicidade. Por isso, não resisto a deixar aqui aqueles que, para mim, são os dois melhores anúncios do momento.
Este pela simplicidade e doçura dos protagonistas...
E este pela originalidade, definitivamente!
(uns doidos, estes bichos...)
Estou revoltada. Tanto, que nem sei como descrever o que me rouba a paz nestes dias. Nem tão pouco sei se vale a pena qualquer tempo desperdiçado a falar do que só me entristece, me desilude e me faz acreditar que nada do que reconquistei há meses terá valido a pena.
As amizades não são questionáveis, quanto muito sofrem ausências, dispersam-se. Mas não se perdem. Dei o melhor de mim para recuperar uma amizade tida como perdida, na qual reconheço alguma da culpa, mas nunca toda como me queres fazer crer. Falou-se muito, discutiu-se ainda mais e tudo pareceu fazer sentido de novo. Investiu-se numa aventura para recuperar o tempo perdido, fizeram-se remendos nos pontos mais frágeis desta relação. Tudo parecia estar sarado. Encerrei este capítulo, e esqueci - nenhuma parte deste passado passaria a fazer parte do meu presente. Voltámos ao que éramos. Pelo menos, da minha parte. Mas não da tua. Guardaste rancor, algo que não consigo aceitar numa amizade. Dispus-me a ajudar-te, recebi-te com a mais pura das amizades e tu simplesmente insististe em me recordar o passado e questionar-me constantemente dos porquês da minha atitude. Recusei-me a alimentar mais esta novela ridícula e passei a ignorar cada palavra que tentavas moldar para me atacar.
Sinto-me controlada por alguém que não tem qualquer legitimidade para isso. Sinto repulsa pela tua ingratidão perante a minha prontidão em te ajudar sem compromissos e em te fazer ver que és capaz de ultrapassar as barreiras que criaste a ti mesma; chego à conclusão que nunca quiseste ser ajudada, que apenas mostraste interesse por descarga de consciência.
Sinceramente, não vale a pena investir numa pessoa como tu. Compreendo que nada da minha realidade se encaixe na tua, que não consigas compreender as minhas justificações. Até percebo que possas sentir alguma revolta por veres a vida a passar por ti, por veres as pessoas que te acompanharam durante anos a afastar-se, a seguir os rumos das suas vidas. Mas não admito que descarregues todo esse rancor em mim, nem sequer que ponhas em causa a minha sinceridade só porque a vida não te sorri tanto como desejarias. Refugias-te em desculpas que não te levam a lado algum e culpas todos os que te rodeiam. Desisto do papel de "marioneta" às tuas vontades caprichosas.
Estou revoltada. Sinto que quanto mais dou de mim às pessoas, menos recebo em troca. Aliás, acho que a única coisa que recebo são ingratidões e pontapés. Não estou para isso. Tenho de deixar a bondade de lado e tornar-me numa pessoa mais fria. O problema é que não sou capaz de comandar aquilo que me corre no sangue...
O "shuffle" da minha aparelhagem resolveu escolher esta musiquita para me acordar. No meio de trinta e tal músicas repartidas por três CD's tinha mesmo que escolher esta...
I don't know your face no more
Keane, "We might as well be strangers"
Devem ter leitura de pensamento, estes aparelhos...