Eu tenho a “panca” das horas, é verdade. Mas quem me conhece bem já sabe como sou e não estranha. Admito que não sou pessoa de “eu depois apareço por lá”; prefiro antes o “entre as 16h e as 16h30″ ou mesmo o “no mais tardar às 17h”. Acho que tudo tem a ver com a minha personalidade tendencialmente metódica. Talvez isso justifique a necessidade de me confirmararem horas para o que quer que seja. E de me irritar solenemente quando alguém se atrasa ou me apresenta com a maior das naturalidades o argumento mais vazio possível que se resume a “chegar atrasado(a) não é nada de especial. Deve-se chegar sempre uns 10 minutinhos depois da hora marcada.” Ora, portanto, cá na minha óptica, se há uma HORA MARCADA é para cumprir, certo? Sem exageros ou extremismos, mas é para cumprir. (Digo eu.)
Pior que isto é alguém deixar respostas em aberto, pensando que os outros têm todo o tempo do mundo para lhes dedicar. Este tipo de pessoas crê que os outros devam viver em função deles, pelo menos é essa a ideia que transpira para o mundo exterior do seu ego. A questãozinha é que eu não tenho pachorra para isso, o que dá azo a alguns desentendimentos. Não preciso de horas certas para ser feliz, mas preciso de um plano mínimo do meu dia. Porque, felizmente, tenho sempre que fazer e não sou de ficar de papo para o ar à espera de um “sim”.
Dito isto, vou-me pôr a mexer. Não chegou nenhuma resposta enquanto escrevi este post, pelo que tudo o que vier a seguir vem tarde…
You should know me better.