Terça-feira | Janeiro 30, 2007

(Des)equilíbrios

19h: recebo a notícia da morte de um tio-avô que adorava e que era uma das pessoas mais importantes na vida da minha mãe.

21h: recebo a notícia do nascimento de um novo priminho e da imensa felicidade dos pais, que são das pessoas que mais gosto na minha família.

Mesmo dia. Sentimentos opostos. Lágrimas de sabores diferentes.                       E uma vida tão ironicamente equilibrada. 

 

Escrito por Joaninha em 21:59:39 | Link permanente | Comments (8) |

Domingo | Janeiro 28, 2007

Sucintamente...

...a minha vida anda numa loucura infernal. Estou cansada, estourada, farta! Não sinto o tempo a passar, a semana pareceu ter a duração de três e a minha disposição desceu aos níveis de alerta... Para além de que, em breve, os fins-de-semana passarão a ser puras ilusões... Portanto, o cenário está a "compor-se" num cinzentinho desagradável. De modo que, "assim de repente" (direitos de autor de uma assídua visitante ;), para ficar bem, bem, só precisava disto...

Nada mais.

 

Escrito por Joaninha em 21:10:07 | Link permanente | Comments (6) |

Domingo | Janeiro 21, 2007

Impressões

Ontem apanhei a primeira grande desilusão do ano. Fiquei estupidamente surpreendida pela atitude de uma pessoa na qual nunca depositei grande confiança, apesar de sempre lhe ter dado algum crédito. Mal visto, mal avaliado. Nunca lhe deveria ter dado essa vantagem. Senti-me o ponto mais minúsculo do Universo. E mais ainda por ter sobrevalorizado palavras vazias de alguém que nada sabe sobre humildade e mérito próprio.                                                     Por mais que queira afastar todos aqueles que insistem em pintar os meus dias de cinzento, parece inevitável: está lá sempre alguém, a certificar-se que a Missão Inferiorizar não é descurada. 

A primeira impressão não enganou, a segunda é que sim.

 

Escrito por Joaninha em 19:50:38 | Link permanente | Comments (8) |

Sexta-feira | Janeiro 19, 2007

Coincidência?

Que probabilidades há de estar quase vinte dias sem falar com aquela pessoa e no preciso momento - no preciso segundo - em que carrego no "send" da mensagem de mail, o telefone tocar e ouvir a sua voz do outro lado?

P.: É porque estavas a pensar com muita força...
Eu: Ou tu, quem sabe?...
 
 
Escrito por Joaninha em 18:22:54 | Link permanente | Comments (4) |

Domingo | Janeiro 14, 2007

É fácil de entender, não é?

Ok, será crime eu dizer que simplesmente detesto o novo single dos Gift? Eu sei que metade da população portuguesa o adora e o traulita por aí; eu sei que o vídeo e a música não param de rodar nas televisões e rádios nacionais e que inclusivamente a música foi eleita uma das melhores do ano passado... mas por favor... não me crucifiquem só por dizer que não gosto, ok?

Não vou à bola com a vocalista e nem sequer lhe reconheço a bela voz que todos dizem ter. Não concordo que a letra seja extraordinária, chego a associar certas partes da música a tudo menos declarações de amor e ainda discordo que a aventura pelo português tenha sido uma aposta ganha. Mas apenas falo por mim. Nada tenho contra quem gosta, por isso espero que deixem de fazer caras de espanto tipo "vi-um-extraterrestre" sempre que digo que não suporto ouvir a "Fácil de entender". 

Não me convidem para concertos dos Gift. Nem que sejam de entrada livre. Não gosto. Pronto. 

 

Escrito por Joaninha em 19:00:56 | Link permanente | Comments (9) |

Terça-feira | Janeiro 09, 2007

O ano...

... começou com chuva e lágrimas.

Impressionante como os desejos positivos do dia 31 repentinamente se esfumaram sem apelo nem agravo.

 

 

Escrito por Joaninha em 22:08:13 | Link permanente | Comments (4) |

Terça-feira | Janeiro 02, 2007

Em retrospectiva: O Natal

Sempre achei piada à forma como a época festiva do Natal passa a correr. Aliás, não só a época. Diria, antes, o espírito. Nos dias que antecedem a grande festa, tudo parece animação e felicidade; há um clima de paz no ar, as músicas, as sinfonias e os cânticos dos coros infantis ecoam pela cidade e, de repente, parece que os sorrisos tomam conta de todos. É o melhor momento da quadra. Depois chegam os dois últimos dias. Começam as loucuras, o comprar por comprar, a correria por obrigação imposta por nós mesmos e, inevitavelmente, o espírito de paz e tranquilidade dá lugar ao stress, ansiedade e mau humor. E pronto, começa a espiral de compras desenfreadas, sem olhar a gostos e gastos. Compra-se porque não se tem tempo para grandes escolhas, porque a falta de paciência não deixa grande espaço à criatividade e porque… todos o fazem.

Não sou adepta de stress. Tenho muitos dias no ano disponíveis para o viver e, por isso, recuso-me a fazê-lo na época do Natal. Não sou das pessoas que começa as compras com dois meses de antecedência, mas vou avaliando os gostos e as necessidades de cada um com o devido espaço para a criatividade. A impressão com que os outros ficam de mim é o menos importante. Se fui generosa ou não, depende dos conceitos de “generosidade”. Quando escolho uma lembrança, faço-o porque sei que é aquilo que deixará as pessoas que realmente importam felizes; porque sei que, mais que palavras, terei de volta um agradecimento mudo, mas muito brilhante nos olhos de cada um. E, isso sim, é o verdadeiro espírito de Natal. E eu sinto-me privilegiada por tê-lo vivido de perto, bem junto ao coração.

 

 
Escrito por Joaninha em 23:45:09 | Link permanente | Comments (3) |