A história do "amigo do meu amigo, meu amigo é" deve ter sido inventada por alguém muito sociável. Eu encaixo-me bem no conceito, apesar de ser esquisita nas amizades e algo picuinhas em relação a determinados comportamentos (embora dentro da razoabilidade aconselhável). Se acabo de conhecer uma pessoa que não me convence daquilo que está a mostrar, fico imediatamente de pé atrás e dificilmente cedo a aproximações. Mas se, pelo contrário, essa pessoa constitui uma novidade e me consegue arrancar risos, sorrisos e vontade de falar e de disparatar, então sei que valerá a pena: quanto mais não seja por esse momento. Ontem reparei que devo ser uma péssima "anfitriã" de encontros de amigos comuns desconhecidos entre si. Se uma das partes manifestou a simpatia habitual e circunstancial do momento, sem nunca mostrar cara má ao estilo de "tirem-me deste filme", a outra surpreendeu-me bastante pela negativa. A parte em questão é uma amiga de longa data, que, provavelmente, é a pessoa mais sorridente e divertida que conheço. A típica pessoa que se dá bem com todos, que nunca é antipática e que sabe sempre receber. Mas afinal constatei que não, não é bem assim. Afinal, essa pessoa também consegue esconder o sorriso quando quer, por alguma razão que ainda desconheço. E, parecendo que não, magoou-me e fez-me pensar e repensar.
Seria importante que alguém percebesse que a minha vida não é feita de muitos pontinhos singulares nem sequer é determinada pela vontade dos outros. É tudo muito open minded, sociável e tal, mas vai-se a ver...
"Amigo do meu amigo..." (cada um completa à sua vontade, pronto. Fica tudo bem assim.)