Bem, a última semana foi óptima. Obviamente, teria sido perfeita se o pulso não tivesse resolvido ceder a algum trabalho extra que se impunha. Aliás, essa foi a parte menos brilhante dos últimos dias. Obrigou-me a aprender em poucas horas a fazer tudo com a mão esquerda. TUDO. Para aqueles que podem pensar que este mal até possa ter vindo por bem, digo já que o processo de reaprendizagem é penoso e absolutamente irritante, sobretudo quando estamos a poucas horas de avançar com apresentações importantes perante um público novo e - veio a confirmar-se - extremamente exigente (e picuinhas, já agora). E, verdade seja dita, comparo a experiência aos tempos de escola, em que era obrigada a decorar 60 páginas de matéria para o teste de História. Matava-me a trabalhar para aquilo, fazia o teste e até me saía bem, mas no dia seguinte já não me lembrava de grande coisa. A experiência das mãos foi semelhante. Pelo facto de ter sido obrigada em poucos dias a fazer tudo com a mão mais preguiçosa e agora já não ter trabalho que exija esse esforço, começo a ver-me num processo de desaprendizagem. Começa a ser inevitável dar trabalho à mão direita. Aliás, escrever este post demorou bem menos que 7 minutos. Deve querer dizer alguma coisa.
Lá está o pulso a dar sinal. CHIÇA...