Domingo | Junho 24, 2007

Orgulho portuense

Depois da noite de ontem, só isto: quem nunca viveu um São João no Porto pelo menos uma vez na vida, não sabe - nem imagina - o que perde. Uma festa única, divertida e muito, muito autêntica! É um orgulho pertencer a esta cidade e a este espírito ;)

 

Foi uma longa noite, garanto-vos eu!  

 

Escrito por Joaninha em 15:06:12 | Link permanente | Comments (7) |

Quarta-feira | Junho 20, 2007

O meu médico dentista foi simplesmente uma das pessoas mais carinhosas e dedicadas que conheci. Acompanhou o meu percurso até à idade adulta e nunca deixou de parte os carinhos e o sorriso. Recordo sempre as suas palavras quando me via - "Olá Joaninha!" - , sempre ditas com um uma alegria e um carinho autênticos. Assim foi desde os 4 anos. Foi graças a ele que as idas ao consultório se tornaram simples visitas e que nunca tive medo de nada relacionado com dentes ou idas ao dentista. Foi graças a ele que aprendi a ser corajosa desde cedo. Foi graças à sua dedicação e carinho que aprendi a sorrir com mais determinação.

Faleceu hoje pela doença mais estúpida e mais injusta. Tinha a idade do meu pai.

Tudo o que resta são lágrimas e lembranças de alguém exemplar, que, por mero acaso, foi uma das pessoas mais importantes da minha vida.

 

Escrito por Joaninha em 21:53:13 | Link permanente | Comments (2) |

Domingo | Junho 17, 2007

Aproxima-se...

Finalmente. Finalmente chegou o dia mais próximo do fim da jornada louca que tem sido a minha vida. Não tenho tido tempo para nada, nada mesmo: amigos, saídas, cafés, séries, cinema, teatro, concertos, música, passeios, desporto,... perderam lugar no corre-corre dos últimos dias. Tudo à minha volta passou a ser trabalho e cheguei ao cúmulo de sonhar com pormenores de - imagine-se! - trabalho. Agora, finalmente, o ritmo vai abrandar, amanhã é o último dia desta louca odisseia. Logo depois, terei todo o tempo do mundo para mim e para tudo o que me faz feliz. Para além do trabalho, é claro.

 

(Desculpem-me os que me visitam e começam a achar que as coisas pelo blog estão a morrer ou a perder o interesse - se alguma vez o tiveram... Há tanto por dizer, tantos parabéns e sorrisos para distribuir pela blogosfera que ficaram adiados por força das circunstâncias - mas nunca esquecidos. Esperem-me na próxima semana, regressarei à base dentro de dias... )

 

Escrito por Joaninha em 12:13:40 | Link permanente | Comments (2) |

Sexta-feira | Junho 08, 2007

Eu hoje estou com uma neura tal, que só este moço é capaz de me aturar, de me fazer companhia, de me compreender e de me ler no mais íntimo. E de falar por mim, vá lá.

 

Escrito por Joaninha em 22:12:09 | Link permanente | Comments (3) |

Quinta-feira | Junho 07, 2007

Um dia

Que bom foi poder acordar cedo sem a preocupação de obedecer a toques de despertador.

Que bom foi tomar o pequeno-almoço ao som de boa música.

Que bom foi sentir o toque quente dos primeiros raios de sol na pele e contemplar a beleza do cenário da minha janela.

Que bom foi ir andar de bicicleta para a Foz.

Que bom foi reencontrar a paz e a tranquilidade que só o Parque da Cidade me consegue transmitir.

Que bom regressar a casa com um sorriso na alma.

Que bom.

 

Escrito por Joaninha em 14:57:40 | Link permanente | Comments (1) |

Sexta-feira | Junho 01, 2007

Viagem no tempo

Hoje deu-me cá uma nostalgia... tenho de a partilhar.

Para mim, o dia da criança é especial. Sempre foi. Talvez por ter sido uma criança absolutamente feliz. Talvez por adorar crianças, por lidar com elas, por desejar ser uma mãe exemplar, por me perder sempre que as vejo num berço ou num carrinho no seu sono mais que inocente e despreocupado. Talvez por me sentir impelida a reagir contra as maldades, as atrocidades, as injustiças, as fomes, as guerras que insistem em privar o sorriso inocente de umas crianças menos iguais que todas as outras. Talvez por ver nos seus olhos brilhantes a pureza, a simplicidade, a justiça e tudo o mais que a idade adulta rouba à inocência da (pouca) idade.

Felizmente, fui uma criança muito feliz. Perante uma reportagem da RTP, ouvida e vista de soslaio por entre conversas de jantar, dei por mim a ver o filme dos momentos mais felizes da minha vida - passados na infância - mesmo perante os meus olhos. Estava a viajar no tempo. De repente, vi tudo com clareza - os jogos do lenço, da "Mãezinha, dá licença?", do saltar à volta dos quadrados do chão, do saltar à corda, do elástico, dos piões, dos berlindes, dos ió-iós, dos cromos e das cadernetas Panini, dos Marretas, da Rua Sésamo, do Tom Sawyer, da Ana dos cabelos ruivos, das apanhadas, do Traga-Bolas, do Jogo da Glória, do Monopoly (com regras adulteradas, em função da inocência de não perceber o que eram hipotecas...), do Pictionary, dos jogos de cartas - sobretudo da Pesca - , das conversas cheias de filosofias da idade, das quedas, dos choros, das alegrias, das festas de aniversário, das noites de Verão passadas no pátio a falar, dos animais que recolhíamos, do ir bater a todas as portas para arranjar donos para as crias das cadelas abandonadas que assumíamos como nossas e que viam em nós a melhor família que podiam ter, dos cuidados, das partilhas, das idas à praia e à piscina (mesmo não sabendo nadar), dos passeios até ao Mosteiro com os vizinhos, das cantorias, dos gritos, dos risinhos - da felicidade, no fundo.

Hoje viajei no tempo. E sorri por ter visto diante de mim uma infância inocente e rica e por ter na memória algo que nada nem ninguém conseguirá apagar. Felizmente, continuo a sentir-me a mesma crinça risonha e feliz, apesar de todos estes anos passados, de todas as evoluções e de toda a mudança do rumo da história. E é bom, muito bom.

"Venha o que vier, nunca será maior que a minha alma" - Fernando Pessoa

 

Escrito por Joaninha em 22:56:14 | Link permanente | Comments (2) |