Quinta-feira | Janeiro 31, 2008

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Quinta-feira, 22h e qualquer coisa. Estou cansada, muito cansada. Tenho tido semanas infernais, dias inteiros sem tempo para parar e ganhar fôlego para mais umas horas. Ando estourada. A Pós-Graduação rouba-me qualquer tentativa de descanso e os exames dão-me a cafeína desnecessária ao meu cérebro. Ando stressada. O trabalho não pára, os pagamentos não chegam. Sigo com o que me comprometi, mas sem forças para olhar a qualquer ideia de despesa. As coisas andam complicadas. O investimento nos estudos mergulhou em grande nas minhas poupanças e o reverso da satisfação tarda a chegar. O coração esqueceu-se do que é bater por alguém, os alguéns resistem em aparecer. Os batimentos apenas aceleram para aguentar o ritmo de trabalho e as correrias constantes.
É quinta-feira, 22h e qualquer coisa. E eu estou de rastos. E desiludida...


Escrito por Joaninha em 22:27:09 | Link permanente | Comments (5) |

Quinta-feira | Janeiro 10, 2008

Here's what's happening...

Nesta história, há dois homens - P. e S.

P. sempre foi um amigo presente, até ter um dia resolvido que a simpatia por uma pessoa que conheceu numa tarde de trabalho havia de desembocar numa paixão. A pseudo relação amigo-romântica entre P. e Joaninha deixou de ter espaço e foi abandonada. P., no seu jeito tão cobardolas, nunca foi capaz de dizer à sua "amiga" que tem uma relação, que se apaixonou e que está feliz. Sempre que P. e a Joaninha falam, nunca dizem nada. P. nunca se pronuncia sobre a sua vida pessoal, escapa-se antes por entre histórias do seu sucesso profissional e outras mais sem grande interesse. Joaninha esteve já várias vezes para o mandar àquela parte, mas acabou por reconhecer que até deve ter o seu quê de piada confrontar P. com tudo o que está por dizer, mostrando bem que joguinhos em dois campos nunca dão resultado, que a franqueza é a qualidade de qualquer amigo e que o respeito pelos outros passa por muito mais que sorrisos e atenções esporádicas.

Joaninha ainda não sabia de todo o jogo de P quando apareceu S. 
S. era uma pessoa muito interessante e que não parava de trocar olhares com Joaninha sempre que a encontrava nos autocarros e nas paragens. Havia ali uma cumplicidade estranha e ao mesmo tempo irresistível, mas nunca ganhou força pelas palavras. S. era um antigo colega da escola secundária, com a qual Joaninha nunca falou. Todos os dias de semana à mesma hora no mesmo local lá se encontravam eles, e ficavam sozinhos à espera do mesmo autocarro, que vinha sempre mais tarde que todos os outros. A cena repetiu-se mais de 3 meses. Depois disso, a remodelação das linhas de autocarro afastaram-nos e eles nunca mais se viram. Joaninha sentia a falta dessa atenção e por não conseguir parar de pensar nisso, enviou a S. um simples "Olá" pelo Hi5. S nunca respondeu. Os amigos de Joaninha dizem que ele não tem pinta de ligar muito a coisas superficiais como Hi5s, mas Joaninha continua a ver as coisas de uma forma clara: não está interessado.

P ligou por três vezes a Joaninha durante o dia. Joaninha não atendeu, porque estava cheia de preocupações e queria abater qualquer possibilidade de acrescentar mais uma à sua lista. S não sai da cabeça da Joaninha, mas Joaninha tem medo de voltar a tentar. Reconhece que uma segunda mensagem, desta feita mais simpática e não tão padronizada e impessoal, sendo o único recurso disponível (uma vez que nunca mais viu S.), pode transmitir a ideia errada.

Joaninha está triste. P e S parecem revelar-se falhanços. Joaninha não sabe o que fazer.

Escrito por Joaninha em 15:54:59 | Link permanente | Comments (7) |