Então e se…?
Passou um ano. Um ano desde que deixei de ver aquela pessoa todos os dias, em que procurei interpretar esse desaparecimento da vista como uma oportunidade de a afastar de algo mais profundo, mais vindo de um recanto do coração que ainda vive de constantes perguntas e de alguma incompreensão. Muita incompreensão, por vezes. Para uma cabeça por vezes demasido racional (como a minha) torna-se demasiado fácil rejeitar sentimentos do tipo “à primeira vista” e acreditar que eles podem fazer parte de mim.
E eis que essa pessoa volta. Aparece do nada, quando tudo fazia crer que nada mais a faria aparecer. E eu fico assim… sem saber o que dizer, pensar ou fazer… Há coisa de um ano, procurei entrar em contacto com ela da forma mais despersonalizada possível - sim, não foi a forma perfeita - através de uma famosa rede de contactos. Verdade seja dita que nunca recebi nenhuma resposta. Propositadamente ou não, essa ausência foi a justificação para apostar no esquecimento. E aparentemente resultou. Aparentemente.
Não sei se alguma vez isto se passou convosco, nem se entendem as minhas palavras ou a eventual imaturidade de alguns actos da minha parte. Mas isto não me deixa nada indiferente. Aliás, é precisamente a inexistência de qualquer indiferença face a esta pessoa que me faz sentir assim, questionar muita coisa e até de uma forma mais que infantil querer voltar a vê-la sabendo, à partida, que nada resultará daí. Então, porquê os olhares, porquê os sinais, porquê tudo o que se passa sempre que o vejo?
Cheguei a um ponto em que, de forma quase infantil (ou mais que infantil, dirão alguns), me apetece forçar uma resposta. Um “sim” ou um “não”. Porque já estou farta de meios termos, dos tais “what if” que me tendem a prender a algo sem justificação clara para isso. Pelo menos, sem saber se valerá a pena.
Joaninha, a mim já e aconteceu algo assim mas até ao momento em que decidi dentro de mim que não era aquilo que eu queria para mim!
tens de decidir aí dentro!!!
Nós podemos ajudar mas a decisão final pertence sempre a ti!
Beijos.