“Everybody’s changing and I don’t feel the same”
Se eu falasse de tudo o que se passou neste último mês e que me fez querer parar, pausar e desligar de algumas partes do mundo lá fora, não saía daqui. Enchia este post com dissertações sem fim ou sem justificação, diriam vocês. Pois. Porque há dores que só cada um de nós conhece, simplesmente porque nos sabem a coisas diferentes. A minha dor, a minha angústia e muita da minha ausência ganhou força na frustração que, estupidamente ou não, fui ganhando ao tentar percorrer um caminho que me pareceu o mais lógico. A nível pessoal e profissional. E às tantas, dei por mim a ver-me sob a perspectiva de uma terceira pessoa e a reconhecer que faltam alguns pequenos grandes passos que o destino ou outra força qualquer parece repelir de mim sem hesitação. Aliás, a mudança como a vejo e sinto anda de relações cortadas com a minha sorte, definitivamente. E, pior que tudo, acabei por ver surgir em mim alguns sentimentos que não me pertencem e que desprezo totalmente. Uma inevitabilidade, é assim que os vejo. Sentimentos muito momentâneos que rapidamente perderam força no coração, simplesmente porque não lhe pertencem. Mas algo legítimos, porque a mudança também devia passar por aqui e retribuir todo o esforço dos últimos anos. O cansaço acumulou-se. Os braços quiseram baixar-se e aceitar que há caminhos diferentes e que os melhores não estavam à minha frente, mas ali mesmo ao lado, onde já não os conseguia apanhar.
Felizmente, os amigos chegaram mais cedo que o previsto e vieram ajudar a limpar as lágrimas. Colaram sorrisos por todo o coração e deixaram que tudo o mais desaparecesse. Ficamos nós. Ignorando tudo e todos que não interessam, ganhando força para pontapear os sentimentos menos bons e para agarrar tudo aquilo que enche o coração. E para acreditar que a mudança chega sempre e que quem batalha mais cedo ou mais tarde acaba por vencer. Pode é demorar mais ou menos tempo. “Achas?”, pergunto eu. “Sei.”, dizes tu.
E tudo parece bem de novo.

